Offline
MENU
https://platform-upload.cdn-brlogic.com/77667/slider/477dbd8786b3954e2377fb5fdfd80649.jpg
https://platform-upload.cdn-brlogic.com/77667/slider/9fbaf484071dd0305733511f14837610.jpg
https://platform-upload.cdn-brlogic.com/77667/slider/762cd99bf7b3951ebbb91920c38e07db.jpg
https://platform-upload.cdn-brlogic.com/77667/slider/65e3a4847f40c89d10c563757c9dba72.png
https://platform-upload.cdn-brlogic.com/77667/slider/ecc59094b2c5a6e86ee4eb1de056715d.jpg
https://platform-upload.cdn-brlogic.com/77667/slider/c1b2b3a8dbdb701da23636c568651f43.jpg
https://platform-upload.cdn-brlogic.com/77667/slider/45186dc6bd4af1cc5cab79249450fcbd.jpg
https://platform-upload.cdn-brlogic.com/77667/slider/1714c865cdedce8914d10569363a089e.jpg
https://platform-upload.cdn-brlogic.com/77667/slider/1e3b32ae7a30cdc24e6e7005c16bd9b7.jpg
https://platform-upload.cdn-brlogic.com/77667/slider/a5168c12f2607bbef080706a87f1292c.png
https://platform-upload.cdn-brlogic.com/77667/slider/220e8f11855ba84f2d13f348e0ff9a80.jpg
https://platform-upload.cdn-brlogic.com/77667/slider/59faca0838d0d7a2eee72ef82b54875e.png
https://platform-upload.cdn-brlogic.com/77667/slider/debe1e6073b20d74019abb40da720b51.jpg
https://platform-upload.cdn-brlogic.com/77667/slider/6e6c818c9d073e28de89238bdfd89f8a.jpg
https://platform-upload.cdn-brlogic.com/77667/slider/82414a909c1fc77448e797f111fa5cca.jpg
https://platform-upload.cdn-brlogic.com/77667/slider/989f50b9fedef87c0f44b4ec0ba7a9ef.jpg
https://platform-upload.cdn-brlogic.com/77667/slider/9f2071a1b21c9c3b9c8c0f50bf742844.jpg
Denúncias de violência infantojuvenil crescem mais de 120% em 5 anos
Pesquisa identifica 685.629 notificações, diz Saúde
Agência Brasil - Por *Matheus Crobelatti
Publicado em 30/06/2026 17:08
Novidades
© Marcelo Camargo/Agência Brasil

As denúncias de violência contra crianças e adolescentes mais que dobraram no decorrer da década, segundo dados do Ministério da Saúde. Em 2020, o Sistema de Informações de Agravos de Notificação (Sinan) recebeu 73.635 ocorrências, número que subiu para 165.413 em 2025, representando crescimento de 125%.

Os dados foram analisados pela Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM) e divulgados nesta terça-feira (30). Segundo a pesquisa, entre 2020 e 2025, o Sinan recebeu 685.629 notificações que envolviam vítimas de 0 a 18 anos.

A grande maioria das denúncias foi protocolada por garotas. Enquanto os meninos aparecem em 38% dos casos, as meninas e adolescentes do sexo feminino representaram 62% das vítimas. Em relação ao perfil racial, 49,1% das vítimas foram classificadas como pardas, 35,7% como brancas e 7,6% como negras.

A violência sexual apareceu como a ocorrência mais frequente, ao concentrar 34% das notificações. Em seguida, aparecem casos de negligência e abandono, com 33,3%, e violência física, com 32,9%.

O estudo ressalta que o ambiente doméstico é o local em que ocorre a maioria das agressões. A mãe da vítima foi identificada como a agressora em 34% dos casos, enquanto o pai teve envolvimento em 26% das ocorrências registradas.

Na análise por faixa etária, a adolescência concentra 43% das notificações, com 294.010 registros. Entre a primeira infância, que atinge crianças de até 6 anos, surgiram 256.601 casos (37,5%), e na segunda infância, entre 7 e 12 anos, foram 135.018 casos (20%).

Crescimento nacional

Para o psiquiatra e presidente da SPDM Ronaldo Laranjeira, o volume de notificações demonstra que a violência contra crianças e adolescentes segue como um grave e persistente problema no país.

“Quando uma criança ou adolescente é vítima de violência, os impactos podem ultrapassar o momento da agressão e se estender por toda a vida. Estamos falando de consequências físicas, emocionais, sociais e educacionais que podem comprometer o desenvolvimento e aumentar vulnerabilidades futuras. Por isso, é fundamental fortalecer a atuação integrada entre saúde, assistência social, educação e sistema de justiça”, afirma Laranjeira.

No período analisado, todas as regiões do Brasil registraram aumento nas notificações. Os estados de São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro e Minas Gerais concentram, juntos, 52% de todas as notificações registradas no período analisado.

O Nordeste liderou o ranking de variação percentual com um salto de 1.200%, seguido das regiões Norte (809%), Centro-Oeste (508%), Sul (421%) e Sudeste (221%).

Para a SPDM, os resultados reforçam a importância da qualificação contínua dos profissionais para identificação precoce dos sinais de violência, do fortalecimento das redes de proteção e da ampliação das ações de prevenção voltadas às famílias e comunidades. 

 

*Estagiário da Agência Brasil sob supervisão de Odair Braz Junior

 

Fonte: Agência Brasil
Esta notícia foi publicada respeitando as políticas de reprodução da Agência Brasil.
Comentários